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sexta-feira, 1 de junho de 2018

Novas Contistas da Literatura Brasileira


As autoras Sabine Mendes Moura, Andrea Borges da Silva,
Érica Oliveira, Marcela Bertoletti e eu! Klara Rakal


Enviei meu primeiro (e único até agora) conto para o Concurso promovido pela Editora Zouk e A Casa da Mãe Joana, ambos de Porto Alegre. Meu primeiro conto... foi escrito de um só fôlego numa madrugada dessas, um daqueles textos que o autor não consegue retocar mesmo que queira, por parecer ter vida própria e ter dado o seu grito de independência. Sim, eu havia gostado bastante de sua redação final, mas não imaginava que poderia ser selecionado! Mais surpresa ainda fiquei quando o editor revelou que era um dos trinta contos a compor o lindo livro num universo de quase... mil. Uau!

Passado esse susto inicial, senti-me orgulhosa e incentivada, afinal, também sei escrever em prosa!!! Todos sabem da minha predileção, desde a adolescência, pelo texto em versos. Rimas, trocadilhos, as metáforas, metonímias, anáforas, personificações e tudo o mais sempre me encantaram. O lirismo aflorado em versos crus, a crítica e a rebeldia sempre deram lugar aos temas mais... poéticos, segundo o senso comum.

Então, triste de não ir ao lançamento em Porto Alegre, logo veio a possibilidade de novo lançamento, desta vez mais perto de casa, através de uma das autoras, Andrea Borges. Quase não fui, estava marcado para 6 de maio, dia seguinte ao do XII Sarau do Bar - no Condomínio, do qual sou idealizadora, produtora e outros "oras" mais. Minha experiência de saraus anteriores me advertia ficar em casa quietinha, pois o dia seguinte ao Sarau é reservado ao descanso e refazimento das forças, tamanho trabalho e emoção são empregados no evento.

Pelo sim pelo não, deixei minha participação agendada e na hora H resolvi ir, ainda bem!!! Foi um dos momentos mais maravilhosos na minha vida literária!

Filho (que já estava de sobreaviso para me levar), irmã (que topou me acompanhar com meia hora de prazo para se arrumar) e uma caixinha de isopor previamente preparada pelo marido (lembram? Pelo sim, pelo não...) com refrigerantes para a contribuição no lanche pós lançamento (tem um nome mais chic, mas não me lembro qual) e lá fomos nós.

O lugar não poderia ter sido mais inspirador: Solar do Jambeiro, em Ingá, Niterói, um palacete do século XIX muito bem conservado, com amplos salões e seus belíssimos lustres-candelabros, jardins arborizados, um casarão-museu e local de várias atividades artísticas. Ficamos - eu e Graça - encantadas.

  


Encontrar as outras autoras do Rio de Janeiro (das seis, estávamos cinco) foi um prazer imenso. Conversamos e tiramos selfies como se tivéssemos feito isso juntas a vida inteira! Tão diferentes umas das outras e ao mesmo tempo tão iguais! Minha irmã só de longe, me observando e fotografando, sentia a sua presença mesmo quando não buscava o seu olhar rapidamente, coisa que fiz várias vezes. E ela sorria, estava ali comigo, me corujando, como sempre fez.


Mas o momento mágico mesmo aconteceu quando entrei no salão principal onde se desenrolaria o lançamento minutos após. Havia uma mesa comprida com os lugares das autoras e um semicírculo de cadeiras para o público que já estava tomando seus lugares. E ali, sobre a mesa, silencioso, mas gritando meu nome, ele: o livro amarelo. Novas Contistas da Literatura Brasileira.


Não havia recebido ainda os meus exemplares a título de premiação, então estava muito ansiosa! Tinha visto imagens do livro, claro, mas pegá-lo foi... como descrever? Sabe o leitor voraz quando adquire um livro que há muito desejava, e o abraça, cheira, folheia... Pois. Era esse sentimento dimensionado mil vezes, porque entre suas páginas estava o meu conto. O meu conto, o primeiro...

Foi tudo muito bacana. Incentivada pela reticência das outras autoras e guardando minha timidez embaixo da alva toalha da mesa, tomei a palavra e expliquei ao público o surgimento do livro sendo, também, porta-voz da nossa alegria em estarmos ali, lançando-o. Logo em seguida começaram os autógrafos e os livros se sucediam, os sorrisos passeavam por nós, elogios e felicitações ecoavam em vários timbres de voz, como música doce e suave. Ah, foi bom...





O livro encontra-se à venda no site da Editora Zouk, nas livrarias inclusive físicas, como por exemplo na Travessa. Assim que os receber, iniciarei as vendas ou, talvez, faça também um modesto lançamento do Sarau do Bar... Vale aguardar!

Novas Contistas... ao lado do livro de Conceição Evaristo,
registro feito na Travessa do Leblon

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Se te faltar uma parte tua...

Se te faltar uma parte tua
Eu busco pra ti um pedaço da lua
Lua crescente
Que é pra essa parte
Cicatrizar, como a arte
Cicatriza a alma da gente...

Eu busco pra ti um pedaço da lua...
E da poesia faço a mistura etérea
Areia que adere no brusco aço
Para que nunca mais se destrua!

Se a minha arte recente
Assim como a lua eletriza
Teu cálido rosto de irmã,
Te peço: perdoa-me!
Que nada mais sou que teu ímã!!













Só pra ter a certeza de que nada separa a gente. Nossos laços são de amor e sangue, não é por acaso...

E assim sendo, depois de um período de aridez poética, surge um poema tão significativo...

Muitos momentos inspiradores tive, por muitos temas passeei, muita dor e perplexidade experimentei nesses últimos seis meses que pudessem me despertar o fazer poético... mas não... Só agora, só por você, Graça.

sábado, 4 de junho de 2011

Graça

              
                     Tantos cansaços
                     nos adiam
                     Tantos laços
                     nos atam aos dias
                     Tudo se esvai, tudo passa,
                     menos o meu amor por você,
                     Graça.

                     Tantos passos
                     se tornam tardios
                     Tantos espaços
                     vazios
                     Tantos cigarros no meu maço
                     Tudo é difícil, tudo escassa,
                     menos o meu amor por você,
                     Graça.

                     Tantos atropelos e dificuldades
                     Tantas surpresas no espelho
                     Fatalidades
                     Tudo nos refreia
                     e ultrapassa
                     Mas nada ameaça
                     o meu amor por você,
                     Graça.

O poema foi escrito em 2001, mas te amo desde sempre, irmã.

*imagem capturada no álbum do orkut de Graça*