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domingo, 26 de julho de 2020

Céu peixe

Céu Peixe
para Douglas Fagundes Murta

Da minha janela vislumbro
só um pedacinho desse céu
vasto o olhar
se perde

- como no mar -

o empuxo me prende
cada estrela é um peixe
do meu muito poetar

céu peixe
quero muito me jogar
mas as grades me prendem
ou são redes de um grande puçá?

esqueço a janela
corro para o portão
onde há um pescador me estendendo a mão

(ele tem a chave-isca
das confidências poéticas)

KLARA RAKAL
26.07.2020

Agradecendo o poema homônimo a mim dedicado anteriormente pelo poeta e amigo querido DOUGLAS FAGUNDES MURTA e responsável por essa minha interação, deixo o link: https://www.worldartfriends.com/pt/club/poesia/c%C3%A9u-peixe-para-karla-antunes-klara-rakal, mas, para facilitar, já o reproduzo aqui:

Céu Peixe

Existe 
Um céu
Um céu peixe
Desses bem grandes
Não há pescador capaz

Um céu peixe em movimento
Cruza as estrelas de lembranças
Origens e portões

Um céu peixe
Livre
Absolutamente livre
Sereno
Delicado
Um céu peixe protege os poetas

DOUGLAS FAGUNDES MURTA
20/07/2020

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

DEU SARAU

Meu querido e multitalentoso amigo Brunno Vianna (professor, escritor, poeta, dramaturgo, historiador, ator e fomentador da cultura carioca) me deu um presente: numa publicação em seu blog sobre saraus no Rio de Janeiro, citou o SARAU do BAR com palavras muito incentivadoras, divulgando assim esse espaço no qual tenho partilhado a arte insulana.


"Mesmo com essas participações, a dificuldade de manter um público fixo ainda é grande. Felizmente este não é o caso do Sarau Bar, comandado pelas irmãs Karla e Graça, se figurando como um dos principais points culturais da Ilha do Governador, ao lado, do Polo Cultural, tão bem gerenciado por Gilberto D'alma. Tanto no Sarau Bar quanto no Polo, percebemos a riqueza cultural da Ilha do Governador, que se contrasta com a ausência de políticas públicas e espaços para que os artistas locais mostrem suas artes."


Brunno Vianna e Roberto Meniguelo em uma cena de Hamlet, 
no IV Sarau do Bar, em dezembro de 2016


O texto completo você encontra em E-Cult (Encontro de Cultura), acesse:

http://encontrodecultura.blogspot.com.br/

sábado, 16 de janeiro de 2016

Laina Nascimento

Essa menina... já escreveu no meu "caderno do cotidiano" e agora "invade" o meu blog!!!

Bem que o blog precisava de algum movimento, né...

Ela escreveu um poema numa oficina de produção poética e com ele participou do festival de poesias da escola. Está descobrindo o prazer dos primeiros versos!! Depois não parou mais! E escreveu esse pra mim:

Essa mulher é poderosa!

Ela é linda,

Ela é maravilhosa,
Essa mulher é superpoderosa!

Ela é carinhosa e parece uma rosa!

Mas e só comigo que é tão amorosa.
Ela é muito fofinha,
E parece um smurf de tão baixinha!

Ela é muito extrovertida,

Cada vez sua aula fica mais divertida!
Ela é doidinha,
Bem maluquinha!

Ela é divertida,

Já virou minha amiga!
Ela é minha preferida.
E tem uma vida colorida!
Eu sempre vou amá-la
E o nome dela é Karla!

Junto com o poema, Laina fez esse depoimento sobre mim:

"Fiz esse poema para uma pessoa muito especial na minha vida, uma mulher maluquinha, divertida, carinhosa, chatinha, baixinha, que pega no meu pé, e me da bronca quando é preciso. E fofinha no sentido de personalidade!!!!! Um verdadeiro amor de pessoa!!!!! Te amo Karla e nunca vou esquecer de você e como você virou uma pessoa tão especial na minha vida!!!!!"

TEM COMO NÃO AMAR ???


Laina foi minha aluna no 8º ano do E.F. na Escola Municipal Rodrigo Otávio em 2015 e, agora, é minha amiga querida. Com ela aprendo juventudes.

domingo, 17 de novembro de 2013

Professores-poetas

          Todos sabem que este é o blog no qual publico meus poemas. Mas abro, raramente, algumas exceções, para textos de amigos. Pois bem: este ano participei do concurso Poesia na Escola e, tal como no ano passado, meu poema não foi selecionado. Porém, 3 dos meus amigos professores-poetas foram selecionados. E como eles me representam, nem fiquei (muito) triste! A alegria de ver meus amigos premiados me bastou! Assim sendo, e conforme vão permitindo, publico aqui seus poemas.

          Começando por:

           AOS MEUS ALUNOS, de Juçara Alves Guimarães de Souza

             Palmas pra nós, foi linda a nossa luta!
"Largo do Machado, assembleia lotada, arrepiante, café com pão de queijo e caminhada até o Palácio da Cidade.  Foi o meu primeiro dia na greve, e tive a maior força de vcs... Vontade louca de fazer xixi, metrô Botafogo. E tínhamos combinado de não sair em passeata, lembra? Ficaríamos de longe... "

          Depois Juçara segredou-me que o poema, na verdade, era um desabafo em face ao momento pelo qual passávamos. Confiram:

Aos meus alunos
                  (Agradecimentos a Vinicius)

De tudo aos meus alunos fui atenta

E com tal zelo e sempre e tanto
Que mesmo em face do maior desencanto
Deles nunca se afastou meu pensamento

Quero inspirá-los a todos os momentos

E em seu favor hei de espalhar a palavra
Dar-lhes amor e os bons exemplos
Oferecer-lhes apoio, poupar-lhes sofrimento

E assim, quando mais tarde chegue

A aposentadoria, direito de quem trabalha
Ou o cansaço, fim de quem ensina

Eu possa me dizer dos alunos que tive

Que não sejam perfeitos, posto que são humanos
Mas que sejam felizes enquanto vivam!

Juçara Alves Guimarães de Souza


           *                      *                       *  



   NOSSO LAR, de Vera Lúcia Bulhões Góes Bastos.


Nosso lar.

Mesa  farta, deixa-me grata.

Sensação de acalanto, abrigo, calor morno,
Alma leve transpondo o infinito,
Com a presença divina
de uma existência assistida.

Arrumo a mesa numa alegria contida,

verifico detalhes imperceptíveis:
toques de carinho, cheiros de amor,
a quentura do afago e a leveza do som
Inundam o ambiente  acolhedor.

Olho cautelosamente:  talheres de prata,

louças de porcelana, toalha rendada,
Pães crocantes, queijos, bolos,
Geleias das mais variadas.
O cheiro inebriante do café nos convida...

Mesa farta me lembra laços,

solidariedade na hora do aperto,
aconchego, amizade,
Vem, puxe a cadeira,
Sente-se à mesa.

Aqui você é meu convidado,

E  muito me traz alegria.
Sua presença uma oportunidade.
Aceita  um pouco de amor
Regado a algumas delícias?

Meu coração agradece.

Melhor que receber é ofertar.
Hoje na minha casa,
Você é meu irmão
E  minha mesa, o altar.


          A mesa posta com o carinho de quem, na verdade, oferece o coração posto: Vera Lúcia Bulhões Góes Bastos.

           *                           *                           *



          AMADURECER, de Euclydes Fernandes dos Santos Neto


          Esse meu amigo Euclydes... Preciso cuidar dele um pouco. Ele nem sabia mais qual era o poema selecionado no concurso. É um menino despreocupado... Já ralhei, ensinei, fiz um blog para ele, alertei... Ele pensa que seus poemas, depois de escritos, não são mais seus, e sim do mundo... É um poeta mesmo, um querido poeta!


Amadurecer

Os doces toques do amor

Possuem cordas além do desejo
E quadros além das paredes.
São feitos de malhas, 
Mas não de redes.
São águas de brancas talhas
Para saciar 
Todo tipo de sede...

Mas o dedo

Precisa ser londo o suficiente
Para a alma poder tocar,
E ter o objetivo consistente
De conhecer a sensatez
Sem perder o dom de sonhar...

Não é preciso viver no muito

E nem no pouco...
Basta-se viver na plenitude,
Com a mente longe da inquietude
E o coração navegador.
Basta ser interprete da vida
E de si um bom conhecedor.

Euclydes Fernandes dos Santos Neto


     *                      *                          *