De peito aberto Quem sabe dessa vez eu acerto? Decerto o meu erro é o meu acerto Se não acerto é que meu erro passou perto. De peito aberto aceito o meu erro... E a lágrima reverto. KLARA RAKAL
domingo, 28 de junho de 2015
Um novo amor
Como é que um amor nasce
Dentro de um coração desiludido?
Enquanto espera
E se desespera
Permanece vazio
E depois, de tão cansado
De esperar, fica leve,
Adormecido.
E aí, num qualquer lugar,
Sente-se iluminar,
Mas não entende o motivo.
Procura ao lado
E encontra um olhar
Sorri e se acanha
Fica calado
Não consegue se acalmar
Em suores se banha
Sente-se encantado
Espantado
E feliz:
É tudo o que tanto
Quis!
Os olhares se cruzam
Se acompanham
E se despedem
Em silêncio:
Promessa
De um próximo
Momento.
Klara Rakal
Poema escrito em 16 01 2002, hoje recontextualizado... mas não é o que estão pensando! Meu "velho" amor continua firme e mais forte que nunca!!! Dedico a outras pessoas...
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Imperativo mais que perfeito
tão grande! Um Saara:
é não te ter por perto,
Juçara.
No peito um aperto
(voz que não se calara?)
Que jeito! Com que cara?
Repara que o perfeito
é o que se tentara:
Ju, sara! Ju, sara!
O mesmo que sentiras
sinto; às vezes tento,
às vezes minto. Compara!
Eu sei, eu sei, querida:
a lágrima retida
de todo não se secara...
Pois para certa coisa tida
como a única da lida
nunca se está preparada!
Mas nada - nada!
Nada de mim te separa,
Juçara.
Porque você me ligou...
Em 27/08/2014
Klara Rakal
domingo, 10 de agosto de 2014
E essa lua toda
Foto by Flávia Chapetta, tirada em 10.08.14 - Superlua
E essa lua toda
Cheia, no alto
Do céu, como uma dama
Gorda, de salto
E chapéu...
Essa lua me olhando
Tanto, e calada a me contar
O seu drama, enquanto
Eu, cansada, pensando
Se a quero desvendar...
A lua pede, solitária,
Um alguém que a console;
Mas eu, nessa trama vária,
Com sede e sem, o corpo
Mole, me esquivo:
Ah, lua, eu também,
Como uma dama nua,
Te peço e suspiro:
Me envolve em teu véu,
Teu vestido de céu, e vem...
– És o espelho em que me miro!
Poema criado em uma noite de lua como essa, talvez não super, mas tão intensa como a de hoje Lembrei do poema, pois o sentimento que agora trago é o mesmo de outrora...
24 04 2002
Klara Rakal
sábado, 5 de julho de 2014
Grave isto
Foto colhida no Facebook, no grupo de Professores PCRJ/SME.
Grave isto.
Quando
eu voltar a ocupar as salas
A
palavra proibida – greve!
Estará
escrita na minha testa
E
todos a lerão
Mesmo
que a tinta seja invisível
(Forjada
do meu suor, sangue e lágrimas).
Lerão
os inocentes
Aqueles
pelos quais luto
E
que no futuro a batalha
–
mesmo que outra –
enfrentarão.
Mas,
também a lerão os indecentes
os
impotentes
os
incoerentes
os
ausentes
os reticentes
os indiferentes.
Porque
eu fui à greve.
Porque
eu fui a greve.
Porque
eu sou a greve. Grave.
12
– 10 – 2013
Klara Rakal
Mais do que nunca reflete o que sinto. Não a publiquei ano passado pois a julguei muito veemente. Deixou de sê-lo? Não. Mas agora me permito, sem muitas explicações.
Assinar:
Postagens (Atom)






