quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

ONZE VINTE


          Ensurdecedor e doce
          Mágicas palavras e balanço
          Vou numa comunhão compulsória
          Todos se divertem eu observo
          Presto atenção a letra é de amor
          Olho números na tela do celular
          Uma hora depois da meia noite continua onze vinte
          Um meio sorriso: aprovo
          E meu corpo dança imperceptivelmente
          Ou é minha mente que dança
          Adocicado perfume apesar de tantas garrafas d’água
          Morno cansaço e enlevo
          Levo e sou levada, é uma onda
          Todos diferentes somos um só
          Um só mar de gente pulsando
          Vocalista pula insano, penso
          Como consegue e como consigo
          É o destino? Ele ali no palco
          Performance, eu aqui do alto, em transe
          Ele sabe disso? Não me vê
          Eu estudo seus passos
          Ele canta meus passados
          Um reggae a dedo escolhido
          Agita meu coração como um rock contido:
          O baixista parece meu filho.

          KLARA RAKAL

Na Fundição Progresso, 19/01/2016, no intervalo entre shows das bandas 11:20 e O Rappa

sábado, 16 de janeiro de 2016

Laina Nascimento

Essa menina... já escreveu no meu "caderno do cotidiano" e agora "invade" o meu blog!!!

Bem que o blog precisava de algum movimento, né...

Ela escreveu um poema numa oficina de produção poética e com ele participou do festival de poesias da escola. Está descobrindo o prazer dos primeiros versos!! Depois não parou mais! E escreveu esse pra mim:

Essa mulher é poderosa!

Ela é linda,

Ela é maravilhosa,
Essa mulher é superpoderosa!

Ela é carinhosa e parece uma rosa!

Mas e só comigo que é tão amorosa.
Ela é muito fofinha,
E parece um smurf de tão baixinha!

Ela é muito extrovertida,

Cada vez sua aula fica mais divertida!
Ela é doidinha,
Bem maluquinha!

Ela é divertida,

Já virou minha amiga!
Ela é minha preferida.
E tem uma vida colorida!
Eu sempre vou amá-la
E o nome dela é Karla!

Junto com o poema, Laina fez esse depoimento sobre mim:

"Fiz esse poema para uma pessoa muito especial na minha vida, uma mulher maluquinha, divertida, carinhosa, chatinha, baixinha, que pega no meu pé, e me da bronca quando é preciso. E fofinha no sentido de personalidade!!!!! Um verdadeiro amor de pessoa!!!!! Te amo Karla e nunca vou esquecer de você e como você virou uma pessoa tão especial na minha vida!!!!!"

TEM COMO NÃO AMAR ???


Laina foi minha aluna no 8º ano do E.F. na Escola Municipal Rodrigo Otávio em 2015 e, agora, é minha amiga querida. Com ela aprendo juventudes.

domingo, 28 de junho de 2015

Um novo amor

       
          Como é que um amor nasce
          Dentro de um coração desiludido?

          Enquanto espera
          E se desespera
          Permanece vazio

          E depois, de tão cansado
          De esperar, fica leve,
          Adormecido.

          E aí, num qualquer lugar,
          Sente-se iluminar,
          Mas não entende o motivo.

           Procura ao lado
           E encontra um olhar
           Sorri e se acanha

           Fica calado
           Não consegue se acalmar
           Em suores se banha

          Sente-se encantado
          Espantado
          E feliz:
          É tudo o que tanto
          Quis!

          Os olhares se cruzam
          Se acompanham
          E se despedem
          Em silêncio:

          Promessa
          De um próximo
          Momento.

          Klara Rakal

          Poema escrito em 16 01 2002, hoje recontextualizado... mas não é o que estão pensando! Meu "velho" amor continua firme e mais forte que nunca!!! Dedico a outras pessoas...

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Imperativo mais que perfeito


             Caminhar num deserto
         tão grande! Um Saara:

         é não te ter por perto,

         Juçara.

         No peito um aperto

         (voz que não se calara?)
         Que jeito! Com que cara?

         Repara que o perfeito

         é o que se tentara:
         Ju, sara!  Ju, sara!

         O mesmo que sentiras

         sinto; às vezes tento,
         às vezes minto. Compara!

         Eu sei, eu sei, querida:

         a lágrima retida
         de todo não se secara...

         Pois para certa coisa tida

         como a única da lida
         nunca se está preparada!

         Mas nada - nada!

         Nada de mim te separa,
         Juçara.




Porque você me ligou...
Em 27/08/2014
Klara Rakal